quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Onde está a saida?

Confundo as paredes com portas
Confundo as portas com a saída
Confundo e apenas me confundo
E nessa confusão me descubro
ainda presa nesse labirinto
Sem portas para derrubar
nem janelas para pular
Há apenas muralhas
Que não levam a lugar algum

Cada vez que ando
me perco e me confundo
Quando paro
me dou conta de quantas mentiras
estão ao meu redor
Elas me cercam
Olhando-me com seus olhos amargos
Me guiando nesse labirinto
Me sufocando nesse labirinto
Nesse meu destino

O ar rarefeito se torna
cada vez mais escasso
Eu corro...
Corro... Corro das mentiras
Eu corro...
Corro dos meus fantasmas
Corro...
As paredes se comprimem
Corro..
As mentiras me perseguem

E por mais que corra
Não há uma saida

Por mais que corra.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Última Rosa

Não me acorde à noite,
nem me traga o café na cama com uma rosa
Nem me sirva o almoço.
Tenha uma boa noite de sono,
após me amar por horas e horas.

Por horas eu o espero.
Por horas eu o odeio.
Eu o quero sempre mais e mais.
Não me ligue após uma briga

Sempre que eu presciso ir embora
você me prende em seus braços.
Deite em meu colo,
e tenha uma boa noite de sono
após me amar por horas e horas
Ao som daquele melândolico Blues
Dance comigo um último tango
Sussurre um poema em meu ouvido
Olhe em meus olhos, acaricie meus cabelos
uma última vez
E quando for embora
prenda-me em seus pensamentos
Pra onde for.

Confuso e desconexo

Sinto falta do gosto do seu corpo
do suor da sua pele
Me aqueço em minhas lembranças
Me prendo em páginas,
escritas com a chama da vida.
Escritas com o calor das ilusões
que um dia senti.
Sinto raiva
por todos que sangraram por ti.
Sinto raiva
de como você sangrou por eles
Sinto a vida presa
nessas simples preces.

(Texto redigido em 2007)

domingo, 24 de agosto de 2008

Sutilezas

Quando suas mãos percorrem meu corpo
O chão se dissipa sobre meus pés
Meus sentimentos inflamam
Com a sutileza de seus beijos
Meu líbido transborda
enquanto seus lábios
percorrem minha nuca
Me fazendo sentir tudo aquilo
que tentava esconder

Você se tornou meu vício
Quando não sinto seus lábios
perto dos meus
Meu mundo pára
Quero apenas sentir seu corpo sobre o meu
sua pele sobre a minha
E quando não posso tocá-lo
Meu mundo pára
E sinto apenas o vazio
que tentava esquecer.

Ilusões

Caminhando na noite escura
Eu vi seus olhos amargos
Suplincado pelo sabor da vida
Senti prazer em ver sua têmpora brilhar
Ao som daquela marcha soturna

Você acordará um dia
E nesse dia, não estarei aqui

Os rebanhos caminham para o paraíso perdido
Enquanto você aguarda
o paraíso se abrir
sem perceber as portas abertas.

domingo, 25 de maio de 2008

Tolo Amor

O amor é uma velha Sentada em seu jardim
A espera do prícipe encantado
...Ela apenas espera...
Por um tolo amor Que nunca chega
E talvez nunca chegará

Mas ela continua Sentada em seu jardim
Tolo amor aquele sentado Distante, que so sabe esperar
É fácil esquecer aqueles Que nunca irão voltar
Porém, ela espera Ela sempre espera
Aflita a cada dia que passa
Onde não há nada Além das flores
Que lhe fazem companhia
Seus olhos fechados Brilham ao sol
O mundo pará
As batidas aceleradas do seu coração
Tornam-se fracas
Elas apenas chora
E seus olhos fecham-se Abrandados pelos sonhos
Sonha com tempos, Qua já se foram
Com lugares Que não existem mais
Sonha com a volta,
Daqueles, que já se foram
Pro caminho do esquecimento

O amor é uma velha sentada Sentada em seu jardim
Ao lado do príncipe encantado
Em um lugar Onde o mundo não pará
Onde sonhos Não são meros sonhos
E cada palavra Não se perde no tempo

Nota: Escrita em 2006

sábado, 17 de maio de 2008

Outono

Cada instante que passa O ar fica mais rarefeito
E não sinto mais meus pensamentos
Acho que vou perder o controle
Minhas palavras travam e minha respiração pára
As lágrimas não correm
Caminho pra esquecer a vida E minha vida sempre me persegue
Não me importo mais Nada é mais importante
E outra vez me entrego as cinzas Minhas eternas cinzas
Nada é mais importante Penso e as palavras não saem
As palavras saem em formas erradas
Caminho pra esquecer as lembranças
As lembranças sempre me perseguem
E nada é real
As andorinhas sempre voam longem do meu jardim
E não me importo mais Eu apenas continuo andando
andando pra esquecer o que não é real.

Palavra-chave: ARTE

"A arte vence a monotonia das coisas assim como a esperança vence a monotonia dos dias".

_Gilbert Keith Chesterton_

Barra de vídeo: Placebo "Every you every me"

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By: Marilyn Manson

By: Marilyn Manson