Confundo as portas com a saída
Confundo e apenas me confundo
E nessa confusão me descubro
ainda presa nesse labirinto
Sem portas para derrubar
nem janelas para pular
Há apenas muralhas
Que não levam a lugar algum
Cada vez que ando
me perco e me confundo
Quando paro
me dou conta de quantas mentiras
estão ao meu redor
Elas me cercam
Olhando-me com seus olhos amargos
Me guiando nesse labirinto
Me sufocando nesse labirinto
Nesse meu destino
O ar rarefeito se torna
cada vez mais escasso
Eu corro...
Corro... Corro das mentiras
Eu corro...
Corro dos meus fantasmas
Corro...
As paredes se comprimem
Corro..
As mentiras me perseguem
E por mais que corra
Não há uma saida
Por mais que corra.

Não me acorde à noite,


O amor é uma velha Sentada em seu jardim

